Estenose Traqueal

stenose traqueal é um estreitamento da luz da traquéia, obstruindo parcialmente a passagem do ar para os brônquios.

Causa irritação constante, tosse, inflamação, dificuldade respiratória e às vezes, a mudanças nos pulmões e vias aéreas.

A doença tem uma prevalência maior em animais de pequeno porte, principalmente cães, é bem menos freqüente em gatos.

A traquéia é a estrutura que leva o ar da laringe até os brônquios.  Assemelha-se a uma mangueira de aspirador de pó – anéis rígidos interligados por um tecido flexível.

O estreitamento pode ter como causa fatores congênitos (fraqueza anormal nos anéis da traquéia), trauma, necrose, edema, pressão externa devido a tumor ou abcesso, desenvolvimento abaixo do normal.

Quando o animal apresenta os anéis cartilaginosos da traquéia mais fracos do que o normal, a passagem de ar não consegue ficar totalmente aberta durante a respiração, devido a pressão negativa do ar, que faz com que a porção mais fraca seja sugada, obstruindo a passagem de ar. Isso acontece durante a inspiração, se a porção afetada da traquéia se encontra na região cervical e na expiração, se a porção estiver dentro da cavidade torácica.  

A estenose tem como sinais clínicos: tosse forte, dificuldade respiratória, cansaço mesmo com pouco esforço, em casos graves pneumonia e bronquite.

Nem todos os animais manifestam os mesmos sintomas, indicando assim que vários fatores contribuem para a gravidade e diferentes graus de sinais clínicos. Esses fatores são: Obesidade, substâncias irritantes, alergias respiratórias, problemas cardíacos, bactérias, vírus, fumaça de cigarro, poeira, alérgenos respiratórios, estados de excitação nervosa, clima seco no inverno e muito quente no verão.

O animal que sofre de estenose, deve ser avaliado pelo menos duas vezes ao ano, para que esses fatores que influem negativamente no problema possam ser descobertos antes que causem um dano maior.

O diagnóstico pode ser feito através de exame físico, Rx, ultrasom ou endoscopia.

Não é uma doença fatal, mas controlável. Na literatura existem muito mais referências a animais que sobreviveram vários anos com estenose, do que óbitos em emergências devido ao mesmo problema.

O tratamento é feito através de medicamentos ou cirurgia. A cirurgia só é utilizada em último caso, se todos os tratamentos não derem resultado. A cirurgia tem maior chance de sucesso nos casos de estenose na região cervical.

O tratamento fundamental é o controle da tosse, para que a irritação diminua e conseqüentemente também a inflamação. Se a tosse, irritação e inflamação diminuem, a respiração melhora.

São utilizados broncodilatadores, corticosteróides em dias alternados para diminuir a inflamação, inibidores da tosse e suplemento de ácidos graxos pela ação anti inflamatória.

O antibiótico é utilizado para o controle de infecções secundárias, caso a tosse piore por mais de dois dias.

Drogas indicadas:

-         Broncodilatadores: Teofilina, Terbutalina (antihistamínico), Aminofilina, Efedrina.

-         Corticosteróide: Predinisona (em dias alternados)

-         Antitussígenos (inibidores da tosse): Dextrometorfano, Clobutinol.

 

 

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