Gatos Também se Amam - A história de Leopoldo e Maria Eugenia

( Luiza Chomenko)

 

 

sta é a historia de meus dois lindos felinos que partiram para outra dimensão, mas que permanecerão para sempre na lembrança de todos que os conheceram.

É a historia de Leopoldo e Maria Eugenia;

O Leopoldo foi um gato , muito especial , que comprei certa ocasião , e que na verdade me conquistou desde o primeiro momento que o vi, pois se agarrou na minha mão através das grades da  gaiola onde estava e gritava tanto , que não resisti e comprei. Durante toda vida sempre tinha ouvido que os gatos tem um instinto místico, são muito espiritualizados, etc. (desde toda historia tiveram seus mais distintos momentos , quer seja sendo idolatrados , quer seja amaldiçoados ).

Bom o Leopoldo desde o 1. momento que entrou na minha casa , foi um verdadeiro “indicador” de energias das pessoas que me visitavam (Não tinha quem ficasse imune a ele, pois realmente era MUITO ESPECIAL , e dependendo da energia das pessoas , ele ficava muito feliz ou deprimido e até doente).

Quando tinha 3 anos de vida , recebi uma visita de uma pessoa muito querida, do exterior,  e que estava numa situação pessoal muito triste e estava extremamente deprimida; ela ficou dias hospedada em minha casa por vários dias e ficava brincando muito com meu gato, que foi ficando triste ... triste (até ela percebeu). Ele acabou ficando doente e foi internado numa clinica , onde ficava sempre pois é de uma amiga que o hospedava também no “hotel” quando eu viajava . A partir daí começou uma tremenda batalha ; ele começou a ter problemas (que parecem ser bastante comuns em felinos, e que se relacionam com cálculos e problemas no sistema urinário) ;  no ano seguinte ,(coincidiu com nova visita muito negativa)  ele teve uma nova crise MUITO VIOLENTA , e acabamos todos num impasse se ele deveria ser sacrificado. Claro que esta idéia nunca foi aceita por ninguém e daí acabou-se por fazer uma cirurgia complexa  no meu lindo animalzinho, que corajosamente sobreviveu a tudo, e graças a todos pedidos aos céus e a ajuda de vários médicos veterinários que o tratavam com muito amor e respeito..

Nesta ocasião , ele ficou internado por longos dois meses na clinica . Ao meio do período, alguém jogou fora , na clinica , dois filhotes de gatinhos , que foram adotados , tratados , castrados e posteriormente colocados para adoção . Foram batizados  de  Bambam e Maria Eugenia. Eram lindos e muito ... muito arteiros. (como tem gente que pode fazer maldades assim ?), e se tornaram a sensação da clinica (os nomes foram em “homenagem” a dois personagens de programas da TV que na época faziam sucesso)

Bom , um dia ... a M. Eugenia descobriu o Leopoldo, que vivia todo com sondas , cateteres, soros, etc. Foi algo muito impressionante, pois ela subiu numa escadinha e viu a mãozinha dele  dele. Sentou-se e ficou olhando durante horas para ele , colocando sua mãozinha sobre a dele (que estava toda cheia de medicamentos). Todos funcionários da clinica ficavam impressionados com a cenas que se passavam ali diariamente entre estes dois animais.  E ... a partir daí,  eles se tornaram inseparáveis.  Quando ele teve alta da clinica, eu  me propus a trazer a pequena junto, já que estava para adoção mesmo. E assim foi feito.

Varias vezes ele ficou  doente , e ela sempre o acompanhava em suas andanças por clinicas  , ficando ao seu lado, era algo impressionante de se ver. (ele ficava muito melhor quando ela ficava junto a ele).

Passados dois anos, ele teve mais uma crise e desta vez não sobreviveu. Morreu muito jovem , com apenas 6 anos de idade.; Foi uma comoção geral , e todos que o conheceram choravam muito (e com certeza jamais o esquecerão).

Daí ... começou o segundo problema : Maria Eugenia começou a ficar deprimida: ela andava pela casa inteira , procurando por ele ... chorava ... olhava pra mim ... e só se lamentava . Só quem já convivei com algo assim pode imaginar a cena. Doía meu coração de ver .  Não queria comer nada e foi ficando doente.   Começou novo problema e eu fiquei sem saber como proceder , pois nunca tinha visto nada igual.   Acabei falando com minha amiga da clinica , e começamos nova batalha para tirar a pequena M. Eugenia (tinha dois aninhos) , da situação de depressão que cada dia mais se acentuava.

Após um mês , no dia, local e hora onde o Leopoldo tinha vivido seus últimos dias na clinica  ,  nasceu um novo gatinho numa situação totalmente inesperada, , e este passou a ser o meu novo gatinho, pois foi feito um pedido muito especial para a proprietária deste novo serzinho para que ela me doasse.  Ela aceitou o pedido e hoje tenho este menino em casa (é o Le Chat). Quando ele estava com um  pouco mais de um mês , foi trazido para casa e na expectativa de quem sabe  ajudar a M. Eugenia . No inicio ela o adotou imediatamente , mas após uns dias voltou a sua antiga depressão e começou a ficar com vários sintomas de inúmeras  doenças , que eram sistematicamente tratadas; mas ... curava-se uma e vinha outra ; na verdade , ela a pequena M. Eugenia , não queria mais viver , era o que parecia (se é que a gente pode transferir para os gatos sentimentos tão humanos assim .  Passados alguns meses , ela também morreu .

Foi algo muito triste e todos que conheceram esta dupla realmente ficaram consternados e  firmemente convictos que AMOR ENTRE FELINOS TAMBÉM EXISTE . Eles tiveram dois anos de vida em comum ... e foram muito felizes. Depois partiram ! E ficou um imenso vazio no coração de quem os conheceu ... amou e principalmente passou a respeitar .

Eu cremei os dois gatinhos e suas cinza foram colocadas num jardinzinho (juntas), pois este era um lugar que gostavam muito.

Ficou a saudade e o carinho de  Leopoldo e Maria Eugenia  e para mim e todos que conviveram com estes serzinhos (existem seres da luz no mundo animal ?), a nítida impressão de que nós os “racionais” temos muito a aprender ainda .


 

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