Protozoários

Coccidioses

occidios são pequenos protozoários (organismos unicelulares) que se multiplicam no trato intestinal de cães e gatos. São muito comuns em filhotes com menos de 6 meses de idade. Também ocorrem em animais adultos com problemas imunológicos ou sob stress.
O Coccidio mais comum nos gatos é o Isospora felis e Eimeria. Com a idade, o filhote desenvolve imunidade natural contra os coccídios.
Os parasitas penetram nas células da parede intestinal, destruindo-as e causando lesão que passa a sangrar. Essa ulcera agrava o quadro de parasitismo, pela perda de sangue e também por ocorrer a partir daí, infecção secundária por bactérias oportunistas. A inflamação catarral, passa a apresentar sangue e pús, evoluindo para uma enterite hemorrágica grave. A ulceração, pode se aprofundar e causar perfuração intestinal, com consequente septicemia por peritonite.
Além do parasitismo, os coccídios secretam toxinas, casando intoxicações e sensibilizando o organismo.

O filhote adquire o coccídio pelo contato com as fezes da mãe (adultos sadios são portadores sem apresentarem doença). Como o filhote ainda não tem suas defesas naturais, ele se desenvolve rapidamente e se multiplica livremente, muitas vezes com sinais graves.
Da exposição até a apresentação dos sintomas de doença leva em torno de 13 dias. A maioria dos casos de filhotes doentes por coccídia está numa faixa a partir das 2 semanas de vida.
Os filhotes podem se infectar não só com as fezes da mãe, mas como de outros animais ou filhotes doentes. Por isso se faz necessário o isolamento de filhotes doentes em gatis, hospitais e abrigos, para que a doença não se espalhe.
O primeiro sinal de coccidiose é a diarréia. Pode ser de leve à severa, dependendo do grau de infecção. Muco e sangue podem estar presentes, especialmente em casos avançados. Outros sinais são: Vômito, inapetência, desidratação e pode ocorrer a morte em alguns casos mais graves.

A possibilidade de coccidiose deve ser analisada em casos de fezes moles ou diarréicas em animais jovens.

O diagnóstico é feito através do exame de fezes.

O stress tem papel muito importante no desenvolvimento de coccidiose. É muito comum filhotes aparentemente sadios, chegarem ao seu novo lar e apresentar diarréia alguns dias depois, levando a um diagnóstico de coccidiose.
Se o filhote está no novo lar a menos de 13 dias, ele se infectou com o protozoário antes de chegar, já que esse é o período de incubação, e o stress causam a manifestação da doença.

A coccidiose é tratada, mas as drogas não matam o coccídio, apenas inibem sua multiplicação. Mas isso dá tempo para que o organismo do gatinho crie suas próprias defesas contra o protozoário.
Na prevenção, é importante cuidar do aspecto sanitário, já que a transmissão se dá pelas fezes.
O coccídio é muito resistente e não é destruido pelos desinfetantes comuns. É destruído pelo calor, como limpeza com vapor e fervura.

Baratas e moscas podem transportar o coccídio de um local para o outro, como das fezes para a comida dos animais.
Ratos e outros animais também podem se contaminar e infectar o gato quando caçados. Por isso, o controle de insetos e roedores é muito importante no controle sanitário.

O coccídio que infecta os gatos não afeta os humanos.

 

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